
O mundo de hoje está cada vez mais incrédulo, indiferente a Deus e aos seus caminhos. Falar de castidade nos tempos de hoje é quase uma loucura. Mas como diz as Sagradas Escrituras: “sabedoria de Deus, loucura para o mundo.”
E a vivência da castidade, de acordo com o nosso estado de vida, é justamente uma sabedoria de Deus, pois ela é “sinal do mundo futuro de maior fecundidade no coração indiviso”. É a castidade que nos ensina a amar mais e melhor, pois ela educa os nossos sentidos, afetos, nos faz olhar o outro como Deus o criou, na pureza e no amor gratuito. A Castidade antecipa aqui na terra o que todos nós vamos viver no Céu, ela é um pedacinho do céu presente em nossas vidas terrenas.
Mas o que leva uma pessoa a viver a castidade?
Somente o amor de Deus move os homens de forma decisiva a abraçar a castidade. A castidade consagrada a Deus transmite esta união, de Cristo com a Igreja, de maneira bem imediata.
A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso a unidade interior do homem em seu ser espiritual. A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integridade da doação (CIC 2337). Essa virtude sempre foi vista pela Igreja como sinal e estímulo da caridade e como um manancial extraordinário de fecundidade espiritual no mundo (LG 42).
Muitas vezes pensamos na castidade como algo negativo: Ela não consiste somente na renúncia ao pecado. Não é algo negativo: “não olhar, não fazer, não desejar”...É entrega do coração a Deus, delicadeza e ternura com o Senhor. “afirmação gozosa”. É virtude para todos, que deve ser vivida conforme o estado de cada um.
Dentro da vida conjugal, por exemplo, a castidade ensina os casados a respeitarem-se mutuamente e a amarem-se com um amor mais firme, mais delicado, mais duradouro. “O amor consegue que as relações conjugais, sem deixarem de ser carnais se revistam, por assim dizer, da nobreza do espírito e estejam à altura da dignidade do homem. O pensamento de que a união sexual se destina a suscitar novas vidas tem um admirável poder de transfiguração, mas a união física só se enobrece verdadeiramente quando procede de amor e expressão do amor [...]."
Por isso é errada a expressão “vamos fazer amor”, porque não necessariamente o sexo é amor. O amor é compromisso, é dedicação, é desejo de fazer o outro feliz, como posso comprometer- me com alguém que mal conheci? Ou que nem sei o nome? Amar é conhecer o outro e se deixar conhecer na verdade da vontade de Deus e do seu plano de amor.
Castidade é isso, é amar, é dedicar- se, é comprometer- se com o bem do outro, com a integridade dele, com a sua vida de santidade e busca da vontade de Deus!
Um abraço fraterno.
Louvor e Alegria !